De geração em geração, de século em século, de era em era muitos vão sendo aqueles que dissertam sobre o que o Amor.
Consensos parecem não existir.
Há quem o sinta numa mudança pele que, como por ofício, tem que levar a cabo; há outros que o sentem como resultado de um contrato a ser fielmente cumprido (não lealmente porque a lealdade é uma "coisa" que dá muito trabalho!); sendo que há pessoas que o vêm como uma panaceia para todos os males que as vinha achacando.
Não consigo olhar o Amor como nada disso!
E sei o que é o Amor.
Conheço o Amor - sou filha de um Amor maior, conheci o Amor, mas, melhor de tudo, vivo hoje um Amor Grande.
Quem experimenta o Amor sabe que nada mais fica igual.
É a revolução silenciosa que embrenha, passo a passo, todos os poros da Vida que vivemos e nos contagia com uma luz, uma luz tão inibriante, que nada mais tem a mesma cor.
Mas é, como dizia o eterno Poeta "a dor que dói e não se sente/é um contententamento descontente", pois o Amor obriga-nos a aprender tudo, mas tudo de novo: pois já as horas têm outro ritmo, os cheiros que nos povoam são diversos, a água que nos escorra no corpo é mais macia e, até mesmo, o silencio já é mais cheio. Já não é só nosso!
O Amor transforma-nos em novos Homens, eternos aprendizes da arte de viver.
E amar, então o que é amar?
Não é, seguramente, resultado de qualquer conquista, pois é nobre de mais para se recolher; não pode, nunca, ser a face acabada de um qualquer negócio onde a vontade impere.
Amar é, sempre, obra de um segundo, encontro não marcado, suspiro distendido, tecido de mãos de fada.
Amar é saber que, depois deste instante, outros milhões existirão, e que há um nó tão tecido que nada nos faltará.
Amar é, decerto, saber que não quero ser, nunca mais, feliz sozinha.

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