sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Amor, muito Amor!

O Amor não é de festejos, nem de acenos, nem de comemorações.
O Amor faz-se no silêncio, nas meias palavras, muita vezes na distância.
Não precisa de ar para a combustão!
Apenas tem que ser nomeado: dizer "quero-te, estou aqui", "é aqui que quero estar", "é na tua pele que quero ficar". Nem que seja em silêncio; sobretudo em silêncio, aquele silêncio cheio, pleno, prenhe de emoções de quem sabe tudo ter.
Longe, perto, a meio caminho, esse Amor, o Amor, exibe-se sempre com garbo; nem que seja no encontro da luz dos olhos de quem ama, sobretudo nessa troca.
Vivo, em mim, esse Amor.
Vivo-o, marcado que o tenho na Alma, a cada minuto, porque me veio nos genes.
Sou obra de um Amor maior, de uma troca nunca exaurida de luz, de esperança, de Vida.
Olhá-los, em cada momento, é sentir que sim, que o Amor é eterno, que nas estações da Vida tudo permanece intacto na diferença porque o Amor é o selo.
Foi, assim, que aprendi a amar: com beatitude, com entrega, em pleno. Também porque só assim é amar!
É nesta longa lição que tudo encontro, em cada momento, porque ela é a resposta para todas as dúvidas: olhá-los é contemplar a certeza, o infinito, a eternidade.
Aquela que eu sou, fui buscando, sem cessar, aquela eternidade até que a encontrei em mim, logo, logo, sendo contemplada pelo Amor. Numa doacção sem limites.
Nunca puderei plagiá-los porque teceram uma obra perfeita, mas inspiro-me, sempre, nessa perfeição e trago-a, momento a momento, para aqui, para a Vida, buscando-a.
Hoje, sim, sou eu que faço a festa!
Aquela obra merece a visita de todos os amantes, os que amam por convicção: há 44 anos, por Amor, com Amor, pelo Amor, eles decidiram dizer "sim" e construiram-se um no outro.
Hoje sou eu! Pai, Mãe, estou inundada da vossa graça. Hoje tudo é Amor, muito Amor! 

"Foi o tempo que passaste com a rosa que a tornou tão importante". Antoine de Ste Exupéry.

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