Apenas três "faróis" me vão dando luz: Deus, o ente espiritual, meu pai, o ser afectivo e ético e Lao Tzu (ou Tsé), o ente/ser filosófico.
Hoje, inesperadamente, todos estiveram presentes: vinda da cidade, little dress, pumps, óculos "Vogue", perdi-me no planalto serrano.
E, sozinha, recolhi os meus pedaços nos lugares de outrora. Sem medo. Livre.
No meio daquele planalto, adensado de verde, mas ainda de restolho alto entre montes e lajedos, senti-me mais eu.
Eu, eu inteira. Uma parte ínfima de um vasto horizonte numa natureza tão ampla.
E a alegria foi tal que as lágrimas pingaram dos olhos.
E livre, liberta, mais eu, só me restou parar o carro, subir o som do rádio e dançar naquela vasta planicie.
E fui menina. Continuei a ser a menina que sempre fui.
Livre e feliz.
Entendi, como sempre entendo, que eu sou o meu Caminho.

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