O Homem só consegue embeber-se da gratitude quando reserva em si um espaço para a deter, como que um cerimonial interno para receber, como uma verdadeira benção, tudo aquilo que recolhe da Vida.
Um desses momentos é, para mim, o Natal.
E, esse já começou.
Sim, para mim é já Natal pois que começou o tempo de percorrer, passo a passo, o Caminho para lá chegar e, dessa forma, entesourar o que de novo e tão belo desse tempo há, sempre mas sempre, a recolher.
Tanto quanto a esperança do nascimento de um bébé - que em quaisquer circunstâncias é sempre sinónimo de imensa alegria, desejo pela Vida nova que consigo trás e ventura pela mudança que carreará para o Mundo pela transformação que transporta uma nova Alma - é ainda a renovação dos votos da fraternidade de uma família que, tão diferente das demais, soube transportar dessa diversidade a renovação e uma nossa forma de viver.
Jesus Cristo, o bébé, é fruto de uma encarnação diversa; Maria é uma mulher diferente e José uma homem que soube aceitar tudo o que era novo - afinal as familias alternativas começaram com o filho de Deus!
Esta é uma inspiração para todos os Homens que já decidiram viver, não é apenas sobreviver, nem mesmo respirar - para todos os que perderam o medo de sofrer por ver uma mesa meio vazia numa ceia de Natal ou de arriscar a encher a casa, de novo, com uma nova e lindíssima família.
José é o padrasto de Jesus Cristo, mas foi o melhor dos pais: foi um pai do coração!
No primeiro passo deste Caminho para o Natal vivi a alegria de o relembrar.
Vi um pai do coração como José - também ele foi infatigável, também ele lutou pela alegria e pelo bem-estar de dois meninos com os olhos cheios de sonhos e fez a magia acontecer: fez surgir a mais bela árvore de Natal com o presépio mais encantador aos seus olhos.
Como nunca antes!
E como sempre acontece, tal como ocorreu naquele dia belíssimo, lá na Galileia, também ali as estrelas brilharam mais e os corações inundaram-se de Amor.

Os laços que te ligam à tua verdadeira família não são de sangue - são de prazer e de respeito mútuos.
Richard Bach
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